Ditadura digital?

Estava escutando o programa do PodCasting Brasil dedicado ao PROXXIMA 2008. Em uma das palestras Bob Garfield, colunista do Advertising Age, falava sobre o futuro das mídias. Sua previsão, quase apocalíptica (daí o nome da palestra “Apocalipse ou Nova Era da Comunicação. Você Decide!”) dizia que no futuro só haverá mídia online.

Em um debate caloroso, Rafael Davini, vice-presidente de vendas publicitárias da Turner Broadcasting System para a América Latina, defende que não é bem isso. Que uma mídia completa a outra e que o que vale é analisar qual mídia será pertinente para determinado produto ou serviço.

Particularmente concordo mais com o Davini. O brand experience também conta. E muito. Por exemplo: você pode ver pela internet o preço e as características de uma televisão ou de um jeans. Mas o contato com o produto/serviço pode determinar a compra. Você tem que ir lá, ver se a tv vale a pena ou se o jeans vai ficar bem em você.
Rafael Davini comentou que gostaria de ter feito a seguinte pergunta a Bob Garfield: “Será que o nosso mundo será tão medíocre que a gente vai acabar em uma tela de LCD e resolver nossa vida na tela de LCD?”
A internet é uma mídia excelente, não vou comer no prato que digito. Ter blog, usar e-mail, pesquisar coisas no google, lê um jornal digital, ouvir um podcast, tudo isso é maravilhoso e muito prático. Essa mídia proporciona muitas vantagens, além de ter o fator da interação que as outras não têm.
Mas você passar a viver um mundo de Matrix não dá. Imagina se no futuro você ficar em uma poltrona e injetam em você um chip para você viver uma simulação? Que lástima! (como diria o Linus da turma do Charlie Brown). Na internet você não sente cheiro, nem textura. Não pode experimentar as coisas que são anunciadas. Quando você está dirigindo não tem como acessar um computador.
Ninguém gosta de viver sozinho. Até mesmo na internet se inventa um monte de coisas para se ter contato, como o Second Life, Orkut, Twiter e outros. Você pode interagir com a marca virtualmente mas com o produto, só mesmo fisicamente.
Então, é melhor deixar esse Apocalispe digital de lado porque radicalismo não funciona. Internet, Tv, rádio, jornal, revista, PDV, outdoor, tudo isso é uma gama de oportunidades para veicular algo. Cada um tem sua particularidade que o torna importante. O mundo digital é incrível mas prefiro ainda o meu mundo real. Ele é que fez e ainda faz de mim o que sou.
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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

One response to “Ditadura digital?”

  1. jlou says :

    Minina…. não sei mais aonde esse mundo publicitário vai parar… sinceramente. Eu acho que em breve o curso de publicidade vai se extinguir e vai virar designer gráfico ou desenho industrial disfarçado pelo nome “publicidade”. Pq hoje é tudo tão digital que nem sei mais!!!! rsrsrsrsrs Tá sabendo da news??? Jamile vai casar!!!! hahahahaha =D

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