Homem e máquina falando a mesma língua.

No segundo evento do Descolagem a temática era sobre a interface, ou seja, que meios poderíamos projetar para entender a tecnologia e, assim, facilitar a nossa vida.

Os primeiros a debater foram Daniel Morena e Danilo Medeiros, diretores da 32Bits, empresa especializada em mídia digital e interativa. Eles começaram bem do começo mesmo, falando sobre como surgiu a necessidade de desenvolver as interfaces para o uso das máquinas.
O primeiro computador genético foi criado em 1946 e recebeu o nome de ENIAC. Foi uma revolução e tanto para a sociedade da época mas tinha um pequeno problema: levava quase uma eternidade para processar alguma coisa. Com isso várias outras pesquisas foram realizadas para que o computador ficasse mais ágil. Mas sem dúvida esse foi o pontapé para que o mundo da informática surgisse.

Várias pessoas começaram a notar um potencial de mercado. Como seu Steve Jobs, que desenvolveu, em 1976, o primeiro computador da Apple, o Apple 1. Mas foi em 78 que a Apple ganhou força com a invenção do VisiCalc, a primeira planilha eletrônica.No ano de 82, a Xerox deu um passo a frente quando fez o primeiro computador com ícones. Acontece que a Apple foi mais esperta e fez com que seu Apple Lisa viesse com menu, um jeito bem mais prático para usar o computador. No mesmo ano Bill Gates vem com o Microsoft Windows e, em 1985 nasce o famoso Microsoft 1.0.

De lá para cá foi atualização atrás de atualização. A palestra deles terminou com o que temos no presente. E o presente está no sistema touch screen. A Microsoft trouxe o Microsoft Surface, que dispensa o uso de mouse e teclado. Você faz tudo no seu computador com os dedos. Mas como esse aparelhinho está por dez mil dolares lá fora e aqui vai custar muito mais devido aos adoráveis impostos, deve ainda levar um tempinho para que se torne conhecido.

Depois veio o filósofo e cosmólogo Luiz Alberto Oliveira. Ele fez uma analogia sobre o futuro da humanidade de frente ao mundo tecnológico. Em meio ao nosso anseio pela rapidez e acúmulo de informações, Luiz Alberto aborda as possibilidades que surgirão para nossa espécie. Placas-mães tatuadas no corpo, seres humanos com caxas cranianas maiores e máquinas que reabasteceriam a energia de nossos neurônios foram algumas das hipóteses. Parece ficção científica mas é uma grande possibilidade.

O Descolagem 2 terminou com a apresentação do pessoal do OEstudio, uma empresa especializada em soluções de comunicação usando a arte, design e tecnologia. Primeiro eles fizeram um show teatral falando dessa relação homem-máquina, ressaltando que o futuro será dirigido pelos artistas, já que a humanidade ficará saturada do cotidiano high-tech. Também falaram que antes o que valia era a sociedade de espetáculo onde a informação estava concentrada em uma minoria. Agora, estamos vivendo em uma sociedade pós-industrial, a que gosta e quer interagir.

Acho que já escrevi demais. Mais um pouco estarei fugindo da usuabilidade digital, hehehehe.

O evento mais uma vez não decepciou. Próximo: Blog Camp RJ.

PS: E viva a independência (ou quase independência =P) do Brasil!

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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

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