FIND 2009


O Fórum Internacional de Design e Tecnologia Digital aconteceu ontem na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ. Foram convidados 3 criativos internacionais e 1 nacional: Chris Baylis (da agência Tribal DDB, de Amsterdã), Masa (designer venezuelano), Mehi Saeedi (artista do Irã) e Raphael Vaconcellos (diretor executivo de criação da Agência Click).


O primeiro a falar foi Chris Baylis. Ele começou sua apresentação com as seguinte perguntas: Tudo agora precisa girar em torno do digital? Uma campanha para ter sucesso precisa estar na internet? Bom, vamos aos fatos. Antes você tinha que sair de casa para encontrar as pessoas, hoje basta estar em frente a um computador ou celular para isso acontecer. Passamos uma boa parte do nosso tempo online, seja no trabalho ou em casa, por obrigação ou diversão. As crianças já nascem sabendo mexer em tudo e muita das vezes são elas que ensinam aos adultos como a tecnologia funciona. De acordo com Chris, a tecnologia agora é cordão umbilical da nave mãe e o novo marketing tem que ter entretenimento, tem que ser interessante, convidativo e que acrescente algum valor.

Então, precisamos de elemento virtual na comunicação? Para ele sim e acrescentou que precisamos mesmo é do nosso comportamento do dia a dia nas campanhas online. Quando você combina o mundo real com o mundo virtual as chances de sucesso são maiores. Como exemplos ele citou o brilhante case da Philips Cinema 21:9 (que rendeu a sua agência o Grand Prix em Film e uma prata em Cyber no Festival de Cannes desse ano) e a campanha Philips Vs, que desafiava as pessoas no Twitter a acharem alguma coisa melhor que os produtos Philips.


Depois foi a vez do designer Masa, da Venezuela, falar sobre criatividade digital, posicionamento e promoção. Ele falou como a internet pode ser uma grande aliada para divulgar seus trabalhos e ter as oportunidades que você nem esperava conseguir. As melhores ferramentas, para Masa, são o portfolio online (que ele divide em genérico e específico como peças só para roupas, esporte, etc) e as redes sociais como Facebook, Linkedin e o Behance, porque passa para os outros uma postura mais profissional (neste caso, dependendo de como você vai montar seu Facebook, se é para os amigos ou para contatactar empresas, estúdios ou agências).

O terceiro palestrante foi o iraniano Mehdi Saeedi que mostrou seus incríveis trabalhos inspirados na cultura de seu país. Seu maior foco é a caligrafia, uma arte que é cultivada na Ásia e Oriente Médio há muitos séculos. Pelo que ele mostrou, o cenário do design iraniano vem ganhando muita força e prima mais pelo lado analógico que tecnológico. Seedi costuma primeiro desenhar cada parte de suas peças para depois passar pelo computador. O esforço, pelo que você vai ver abaixo, vale muito a pena.

Por fim e para fechar com chave de ouro veio Raphael Vasconcellos com o tema Produto x Propanganda. Ele dividiu sua palestra em 2 partes. Na primeira ele citou várias frases de pessoas importantes no mundo da comunicação como Seth Godin que disse que a propaganda é o marketing da interrupção. Mas que para Raphael a melhor frase que ele já escutou foi “A propaganda é o preço que as empresas pagam por não serem originais”, dita pelo designer Yves Behar no TED. Ele falou que agora a interrupção não chama mais a atenção e que já tá mais do que na hora das empresas abrirem seus olhos para a inovação e a interação, afinal vivemos em uma sociedade em rede.

Ele falou do case Projeto Mio que Agência Click realizou para a Fiat. Para quem não conhece, as pessoas mandam ideias para os engenheiros da Fiat construirem o carro ideal. As opiniões viáveis são postas no Creative Commons e em outubro de 2010 o carro será apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo. O projeto conta com mais de 970 ideias, 10.000 usuários cadastrados e um baita buzz.

Na segunda parte Raphael começa com a frase de Alan Parker: “Publicidade é feita de bons produtos e boas estórias”. Para ele o grande ponto é mais o ritual de contar a história. Segundo Vasconcellos, a campanha Open Hapiness, da Coca-Cola, fez tanto sucesso por causa de suas histórias. Ela não empurrava o produto ao consumidor goela abaixo. Simplesmente contava histórias.

Ao final ele faz uma comparação que antigamente a publicidade era como um jogo de boliche. Você lançava a mensagem e avaliava quantas pessoas foram “derrubadas”. Agora é como o jogo Pong, que você tem que rebater a bola sempre. Sem interação não há jogo. Ele fechou com o anúncio de uma campanha linda para a AACD chamada Unique Types. Através de um projeto colaborativo, eles vão incentivar designers a criarem tipografias com uma perna mais curta que a outra, por exemplo, para mostrar que a diferença não afeta o todo. A campanha ainda será lançada na web.
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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

One response to “FIND 2009”

  1. Anonymous says :

    Cool Gaia, great text.

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