E-mail é da época de seus pais


Saiu no domingo uma matéria da Revista do jornal O Globo falando sobre os hábitos na internet dos adolescentes das classes A e B no Brasil. A pesquisa “Os dois Brasis – Encontros e desencontros na internet da geração 90” encomendada pela Binder/FC+M ao Instituto Informa, mostra semelhanças e diferenças desses jovens quando o assunto é o mundo digital.


O estudo foi feito com 500 meninos e meninas, entre 16 e 18 anos, das 27 capitais através de pesquisa quantitativa e 32 entrevistas pessoais nas cidades de Curitiba, Rio, São Paulo e Fortaleza. Foram considerados seus estilos de vida, família, hábitos de consumo, cultura, visão política e religião. Estes foram os resultados.

Quando se trata dos sites mais frequentados dentro da web, tanto os jovens da classe A quanto da classe C, os preferidos são Orkut, Google e YouTube. 76% usam o MSN, 20% da classe C tá no Orkut contra 15% da A e o e-mail é usado apenas por 3% da classe A e 4% da classe C. Para eles, o e-mail é mais para o pessoal mais velho. Como mostra então, os adolescentes usam a internet para diversão, socialização e pesquisa. Até aí nenhuma novidade. Mas um dado interessante é que os jovens da classe A estão migrando do Orkut para o Facebook porque alegam que o Orkut ficou popular demais.

86% dos adolescentes da classe A acessam a internet de casa. Na classe C, 67% é que tem esse tipo de acesso, nos quais 24% vão a lan houses (contra 11% da classe A). Em relação a quanto tempo eles ficam online, 72% da classe A usa diariamente a rede contra 60% da classe C.

Os jovens da classe A baixam mais música que a classe C, com 59% e 45% respectivamente. Mas quando o assunto são jogos, a classe C faz mais downloads (16% contra 7% da classe A).

A surpresa, pelo menos para mim, é que 21% da classe A e 14% da classe C, costumam ler pela internet. Um dado expressivo, se levarmos em conta o hábito de leitura do brasileiro.

Outro aspecto interessante é que para a classe A, a internet é sua forma de expressão, de se destacar perante os amigos. Para a classe C, a web é uma oportunidade de crescimento, “um passaporte para ampliar sua inserção na sociedade”, de acordo com a reportagem da revista.

Flávio Cordeiro, sócio e diretor de planejamento da Binder/FC+M, disse na matéria que o propósito desse estudo foi tentar compreender mais a forma de pensar do público jovem para ajudar as empresas a se comunicar com eles da melhor maneira possível. “As empresas fazem monólogo na internet e as marcas que se destacam são as que desafiam positivamente o consumidor” E finaliza: “Não dá para ser careta quando se fala em propaganda na web”.

Ainda mais para os adolescentes. Fica o recado. Aquele que não falar a língua dos jovens, fica no vácuo. Ou, para o pessoal da velha guarda, fica a ver navios.
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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

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