Alicia no País da Joblândia – Mini capítulo 6

A rainha Malvadina pensava cuidadosamente em uma próxima tarefa para que Alicia falhasse. Ao contrário de uma grade agência de comunicação que quer agradar os clientes e gerar retorno financeiro, o que Malvadina mais queria eram escravos permanentes, especialmente para cuidar de seu jardim. Ela dizia ser sua obra prima e todo dia aumentava uns hectares para ter o maior jardim de todos os tempos, repletos de enormes rosas vermelhas.

Para isso, a rainha tinha esse plano cruel de manter pessoas eternamente ao seu comando cuidando das rosas e pintá-las de vermelho, porque ironicamente as brancas eram as únicas que conseguiam florescer. “Tenho que pensar em algo impossível daquela redatorazinha resolver. Mas o quê?” pensou Vossa Alteza.

– Para que cansar meu cérebro se tem gente para fazer isso por mim?

Ligou para sua secretária e disse:

– Dona Juju, diga para Seu Coelho vir até minha sala imediatamente!!

– Sim, Vossa Alteza.

Dona Juju apertou o botão de seu alto falante e anuncia:

“Seu Coelho, compareça à sala de Malvadina Coração, nossa rainha soberana, o aguarda”

Enquanto isso, estavam Seu Coelho, Alicia e Illu no refeitório ainda não acreditando que o job do shampoo para carecas teve êxito. Entre uma garfada e uma mastigada ficavam comentando qual seria a próxima da rainha. Nessa hora Seu Coelho escuta Dona Juju no alto falante e quase engasga.

– Foi só falar nessa bruxa…- relampejou.

– Calma Seu Coelho. Às vezes pode ser o cliente mandando uma cesta de parabenização. Acontece.

– Se tratando de Dona Malvadina, você acha que ela iria gentilmente dividir uma cesta com seus funcionários? – falou Illu.

– É, talvez não. Vai logo Seu Coelho antes que sobre para você. – disse Alice.

Seu Coelho foi em uma velocidade impressionante até a sala de Dona Malvadina. A rainha estava na pequena estufa de rosas brancas pintadas de vermelho que mantinha em seu escritório. Entre uma borrifada e outra falou:

– Você demorou coelho.

– Mil perdões Vossa Majestade. A que devo o seu chamado?

– Quero que você arrume uma tarefa para Alicia que não dê para ele realizar de jeito algum!

– Mas Majestade, assim os clientes vão embora.

– Vão nada. Somos a única agência de comunicação que existe. E meus súditos sabem que se criarem alguma, corto-lhes a cabeça! E então?

“Desculpe Alicia mas se não atender o desejo da rainha quem terá a cabeça cortada serei eu” pensou Seu Coelho lamentando.

– Que tal ao invés de um trabalho impossível, um cliente impossível?

– Continue caro coelho…

– Lembro de um cliente particular que nada agradava. Era o senhor Eric Dontlike. A Vossa Alteza ficou tão irritada com ele que quase o mandou para a masmorra. Ele ficou apavorado e aceitou qualquer nova ideia.

– Hahahaha. Agora vem em minha mente sua cara de aflição. Mas também, quanta petulância, nada era bom, nada era bom…hum….sei aonde você quer chegar.

– Vamos chamá-lo para oferecer alguma campanha. Mas a senhora tem que prometer que sera gentil e paciente.

– O quê?! Me rebaixar a um reles mortal?!

– Calma, Vossa Majestade. É parte do plano.

– Entendi. Com ele o trabalho nunca será feito e Alicia será minha escrava para sempre! Ótimo. Mande chamá-lo agora mesmo.

Seu Coelho sai da sala cheio de remorso. Como pôde ter feito aquilo com a pobre menina. O senhor Dontlike nunca gosta de nada que é apresentado a ele. Ela acabará se tornando escrava da Malvadina inevitavelmente. E tudo por sua culpa.

Andando pelos corredores do castelo Seu Coelho encontra Alicia em sua mesa a escrever. Não consegue olhar para a moça tamanho seu sentimento de culpa. Alicia o vê e pergunta como foi lá na sala da rainha. Ele mente e diz que ela o tinha chamado porque iria entrar uma nova tarefa para Alicia em breve. Ela quer saber do que se trata e Seu Coelho enrola dizendo que ainda não sabe com detalhes mas que será para uma empresa de roupas. Aliás a maior rede de roupas de sua cidade.

– Que, deixa adivinhar, é a fornecedora de roupas para todos os outros reinos?

– Como adivinhou?

– Já perecebi como funciona o sistema entre cidades. Um mão lava a outra.

– É mesmo por aí.

– E então, quando vou receber de fato a tarefa?

– Ainda hoje Alicia.

– Dona Malvadina pode vir com o mais difícil job que sempre vou derrotá-la.

“Não teria tanta certeza dessa vez….” pensou Seu Coelho com um ar de pêsames.

Se você quiser ver como começou essa história, acesse o Mini-capítulo 1, 2, 3 , 4 e 5.

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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

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