7º Fórum de TV Digital

Sim, mais um evento que participei! XD

O evento, organizado pelo Instituto de Estudos de Televisão (IETV) reuniu profissionais da área de tecnologia e comunicação para discutir sobre a técnica de 3D na programação de TV e se ela terá chances reais de vir ao Brasil.

Muitos foram os palestrantes mas o que eu achei mais interessante foram as apresenções do José Dias, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Rede Globo, e Lúcio Pereira, gerente de comunicação e propaganda da Sony, com Felipe Siqueira, gerente regional de vendas broadcast da Sony.

José Dias começou falando que o uso do 3D não é novo. A partir dos nos anos 50 alguns filmes foram produzidos nesse formato mas a tecnologia ainda não estava muito bem desenvolvida. Somente alguns anos atrás é que a produção 3D deu uma alavancada e teve um retorno significativo. No caso da TV em 3D essa realidade está acontecendo graças ao sucesso no cinema e nos video games.

Hoje em dia para se fazer uma filmagem em 3D é preciso de mais de um pessoa trabalhando para uma única câmera. Dias comenta que o investimento é grande por isso não ainda não se tornou comum.

Existem ainda muitos obstáculos que precisam ser ultrapassados como a limitação de câmeras 3D, falta de conhecimento técnico, velocidade de produção de novos programas, pós-produção, efeitos visuais e finalização (já que são duas imagens) e uma equipe de produtores, diretores e escritores familiarizados com a tecnologia.

No mercado há 3 formas de se ver em 3D, com o uso dos óculos polarizados (polarised glasses), fechados (shuttered glasses) e os  auto estereoscópicos (auto stereoscopic). O primeiro utiliza-se a luz polarizada para separar as imagens da esquerda e da direita. Já o segundo teria uma espécie de persiana que se abre e fecha permitindo que o olho direito veja a imagem que se está fechando enquanto a do olho esquerdo está começando a abrir. Por fim, o terceiro não precisa do uso de óculos para ver a imagem em 3D. Só para se ter uma ideia, o óculos fechado custa em média R$ 300. Se você quiser que toda a família assista vai gastar, pelo menos uns R$ 1.200 só pelos óculos.

Para Dias, a experiência em 3D aconteceria mais rapidamente pela TV a cabo. O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Rede Globo gostaria que o próximo Rock in Rio pudesse ser transmitido em 3D. Para a TV aberta, ele calcula que todos os televisores receberiam o sinal a partir de 2020.

Em seguinda foram a vez Lúcio Pereira e Felipe Siqueira. Lúcio disse que o princípio de tudo aconteceu em 1922, com o primeiro filme em 3D chamado The Power of Love mas, como disse Dias, a tecnologia ainda era um tanto quanto precária.

Somente agora há como demonstrar que um filme em 3D pode ser mais rentável que um de 2D. Essa comparação foi feita em 2005, com o lançamento do longa de animação, O Galinho Chicken Little. O faturamento em 3D superou em 3x mais o em 2D.

De 2005 a 2008 foram lançados 13 filmes em 3D. Em 2010 já são mais de 50 títulos. Lúcio conta que a Sony está investindo bastante nesse mercado, não só com equipamento mas também com preparo da mão de obra. Ele deu como exemplo o centro de tecnologia 3D que fica dentro dos estúdios da Sony Pictures em Los Angeles, EUA.

Em relação aos óculos, Lúcio mostrou que os óculos fechados (shuttered glasses) são os que trazem maior descanso para a vista, porque eles leem com maior eficácia as imagens enquanto a gente pisca os olhos.

Para responder se o 3D é 2 mais difícil por exigir 2 lentes, Felipe comenta que realmente é necessário um número maior de operadores. No caso, 8 operadores para a conversão de 2 câmeras. E termina dizendo que fazer 3D é fácil. Difícil é fazer uma BOA produção em 3D.

Pela demostração que ambos fizeram percebi que vai demorar ainda um pouco para o 3D chegar aos lares brasileiros. Isso porque, como Dias falou, depende de equipamentos de ponta, e uma excelente produção de conteúdo, além de claro investimento. Especialmente de nós consumidores que teríamos, a princípio, gastar uma quantia meio salgada para ter um televisão que aceite 3D, junto com os óculos.

Também não é toda programação que ficaria legal em 3D. Filmes, shows e até eventos esportivos seriam uma ótima opção mas imagina ver em 3D o dia todo? Suponho que deva ser cansativo. Mas confesso que o que vi no Fórum deixou um gostinho de quero mais.

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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

One response to “7º Fórum de TV Digital”

  1. Flishacrica says :

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