Neuromarketing

Sim, caros leitores deste blog. Fui a mais um evento. Daqui a pouco o Palavras aos Pixels será só com temas de palestras, rs. Mas o que posso fazer se trabalho com internet e estou sempre descobrindo um eventinho ali e outro acolá? 🙂

Pois bem. O assunto desta vez é Neuromarketing, debatido por Billy Nascimento, sócio diretor da Forebrain Neurotecnologia, para mais edição do Encontro com Profissionais da ESPM.

Neuromarketing seria o uso de ferramentas, obtidas através de estudos científicos, que possam entender melhor o comportamento do consumidor.

Billy explicou que umas das primeiras revoluções que mudou o modo ver os outros e a nós mesmos foi a Revolução Industrial. Isso porque (lembrando agora das aulas de Psicologia) a construção das metrópoles e suas inúmeras luzes, transportes, cinema e vitrines das lojas começam a estimular o inconsciente do homem.

Depois veio a Revolução da Tecnologia da Informação e hoje vivemos a Revolução da Neurotecnologia que faz com que a gente passe a tentar entender e desvendar os mistérios do funcionamento do cérebro.

Aristóteles achava que o cérebro funcionava como um radiador para esfriar o temperamento do corpo. Hoje sabemos que cada parte do cérebro é responsável por uma atividade, seja ela motora, da linguagem, visão, etc. Atualmente a neurociência vai além de questões ligadas à saúde e visita outras áreas como ergonomia, arquitertura e o marketing.

Billy citou seu trabalho para o Ministério da Saúde em relação a campanha de prevenção do uso do cigarro. Como fazer com que as pessoas não experimentem ou parem de fumar? Através da neurociência foi realizado um estudo do sistema motivacional apetitivo (que corresponde a parte que você sacia uma vontade ou desejo) e defensivo (que faz você se afastar de qualquer ameaça).

O projeto então pesquisou imagens que gerassem o comportamento motivacional defensivo. Com entrevistas em grupo, as pessoas responderam defensivamente à imagens relacionadas a infarto, horror (exemplo mostrado foi a pele da moça totalmente danificada pelo uso do cigarro), fumaça tóxica, gangrena, sofrimento, impotência sexual, etc.

Escolha de imagens para o fundo dos maços de cigarro com a ajuda da neurociência

Escolha de imagens para o fundo dos maços de cigarro com a ajuda da neurociência

Um outro exemplo mostrado por Billy foi o filme Pop Skull que fez análises com pessoas através do escaneamento de seus cérebros, em particular a região próxima a amigdala que produz a sensação de medo. A partir daí foram estudadas as cenas que causariam maior impacto no público.

Quem diria que o emocional e o racional andariam lado a lado, hein?

Anúncios

Tags:, , , , , , ,

About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

Comenta aí!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: