Nós Digitais – Cibercultura

Ontem foi a última edição do Nós Digitais. Com o tema Cibercultura: mobilidade, redes, entretenimento e futuros possíveis, o evento organizado pelo PanMedia Lab, da ESPM RJ, e a Globo Universidade trouxe Raquel Recuero, pesquisadora e doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; André Lemos, engenheiro e mestre em Política de Ciência e Tecnologia pela COPPE/UFRJ e Cristiano Max, publicitário e pesquisador na área de jogos digitais.

Sob a mediação de Vinícius André Pereira, diretor do PanMedia Lab, e Fausto Fawcett, foi feita uma dinâmica bem diferente do esquema palestra/perguntas da pláteia. Eles usaram um telão com vários vídeos relacionados ao assunto e as pessoas escolhiam um. Ao escolher, o vídeo era apresentado e os convidados falavam a respeito dele. Achei bem legal esse mecanismo. 🙂

Vou falar de 4 vídeos escolhidos porque foram mais de 10.

O Mini Cooper Get Away Stockholm foi uma ação publicitária que misturava geolocalização/corrida ao tesouro/salve-se quem puder. Pelo iPhone a pessoa baixava um aplicativo para encontrar o mini cooper virtual nas ruas. Se achasse, teria que tirar uma foto a 50 metros e não deixar que ninguém chegasse a 50 metros de você senão seu carro seria “roubado”.

André Lemos falou que isso é mais um exemplo de que os games estão saindo dos consoles. Ele tinha falado anteriormente que hoje parecemos querer voltar a sentir as coisas, usar nosso corpo para responder à tecnologia. Para ele, a geolocalização mostra mais um vez a necessidade de querer usar o corpo.

Cristiano Max comentou que a publicidade passou por sérias transformações. Seja na legislação, na linguagem ou no comportamento do consumidor. Uma dessas novas características é o uso do lúdico e do sistema de recompensas, que são algumas das bases dos jogos eletrônicos.

Raquel Recuero se pergunta quais estratégias de competição deverão ser criadas a partir de agora. A experiência enquanto jogo só vai ser útil quando todos tiverem vontade de participar verdadeiramente. Tem que jogar junto para fazer valer.

Esse vídeo tem mais de 2 anos fala sobre o poder das redes sociais na internet usando uma história de uma cidade que faz sorvete.

Raquel fala que mídia social é um termo para explicar o que antes era o boca a boca, agora passa atingir milhões de pessoas rapidamente pela web. Ela disse que as pessoas não estão on line porque querem o bem comum, como mostra a cidade do sorvete toda em harmonia. Eles têm desejos particulares e deu como exemplo quem posta seus vídeos na internet. Elas fazem porque querem visualizações. Querem influenciar, se tornar relevantes.

André diz que a circulação livre de obras, que acontece muito na internet, é fundamental. A cibercultura é uma reconfiguração da cultura em relação ao monopólio de massa onde somente um pequeno grupo podia produzir e divulgar alguma coisa.

André afirma que a invenção das microinformáticas, internet e games permite que uma pessoa não precise do conhecimento de um engenheiro para desenvolver seu material para a mídia digital. A cibercultura é jovem, curiosa e quer saber como funciona as coisas e mostrá-las para todo mundo (com seu ponto de vista, é claro). Não dá para compreender a cultura hoje sem olhar para os adolescentes. Lembrou que sua filha cria muito mais do que ele criava em sua idade.

O que ele tem preocupação é no que esses indíviduos da geração y, millenials, ou o que quiser chamar, vão se tornar. A única coisa que ele quer é que eles não sejam reféns dos artefatos.

Não era bem esse vídeo mas era um dos já produzidos pelo Joe Penna, brasileiro que mora nos EUA e virou fenômeno no YouTube com suas apresentações usando o codinome MysteryGuitarMan.

Raquel diz que isso é resultado da cultura da visibilidade em que vivemos. A busca de ser conhecido e reconhecido da noite para o dia acontece principalmente agora que qualquer um reproduz um vídeo, foto, tem um blog e se torna a celebridade da internet.

São tantas as mudanças que a internet trouxe para nossas vidas que um evento de Nós Digitais não foi suficiente. Eles realizaram 6 edições e ainda falta muita coisa a ser discutida. Quem sabe no ano que vem eles continuam com o projeto (eu bem que gostaria…). Mas graças ao world wide web podemos continuar a conversa por aqui, pelo Twitter, Facebook, MSN, Orkut…

Efeitos da cibercultura.

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About Bárbara Gaia

Vivo no fantástico mundo digital e da redação publicitária. https://about.me/bngaia

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