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#EuVi: os vídeos de Steven Johnson

Um dos lugares onde você vai achar ideias interessantes para refletir e debater é sem dúvida o TED. Criado em 1984, a conferência, que reúne assuntos voltados a tecnologia, entretenimento e design (por isso, TED), cresceu tanto que atualmente há eventos espalhados pelo mundo, inclusive aqui no Brasil.

Steve Johnson foi uma das várias pessoas convidadas que já passaram por lá durante esse tempo e achei interessante suas apresentações. Autor de vários livros ligados a ciência e tecnologia, Steven é também editor-colaborador da revista Wired e colunista The New York Times, The Wall Street Journal, The Financial Times.

Recentemente vi um vídeo onde ele fala sobre um aspecto que acredito que seja desconhecido para muitos: que nem sempre a necessidade é a razão principal para a criação de grandes invenções.

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Durante mais de 7 minutos de vídeo, Steven apresentou um panorama interessante de que muita das invenções tecnológicas, como o computador, foram inspiradas em situações de puro entretenimento.

Foi aí que parei para pensar que muitas das ideias vêm mesmo no ócio ou quando a gente vê o problema sob um novo aspecto.  Steven Johnson fala em outro vídeo, chamado De Onde Vem As Boas Ideias, que aquele momento “Eureka” não surge do nada. Ele acredita na chamada rede líquida e principalmente que é através do compartilhamento de ideias entre indivíduos fica mais  fácil de achar uma solução.

Aliás, De Onde Vem As Boas Ideias é um dos livros dele que está na minha lista. Quando eu terminar de ler falo para vocês. 😉

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#EuCurti: Felicidade é…

Essa semana será A Semana para fazer aquela retrospectiva pessoal e pensar nos próximos planos para realizar em 2017.

Aí olhando no meu Instagram achei um perfil que sigo que para essa semana é uma boa inspiração. @felicidade_eh vem do blog Fêliz Com a Vida, da paulistana Fê Neute, que é um lugar onde ela mostra o que, para ela,  é a tal da felicidade.

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imagem: instagram.com/felicidade_eh

Fê nasceu na periferia de São Paulo e aprendeu desde cedo que para conquistar as coisas é preciso de muito, mas muito, esforço. Correr atrás do que acredita e quer não é nada fácil. Depois de superar os obstáculos e conseguir uma vaga em uma  grande agência de publicidade,  Fê ainda não se via tão feliz quanto achava que ficaria.

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imagem: instagram.com/felicidade_eh

Foi quando ela decidiu pedir demissão e fazer uma avaliação mais profunda do que realmente a faria mais feliz. Ela começou uma pesquisa para descobrir e através dessa busca já morou na Tailândia, Colômbia, Estados Unidos e outros 20 países.

Com isso ela diz que aprendeu duas coisas:

  1. “Não existe felicidade perfeita. Até as melhores coisas da vida tem um lado negativo. Por isso, feliz é aquele que consegue lidar com as emoções negativas e aprender com as situações adversas da vida, que são inevitáveis”.
  2. “As coisas que acumulamos sem necessidade custam, além de muito dinheiro, incontáveis horas do nosso tempo e da nossa atenção que poderiam ser re-investidos em experiências, no nosso bem-estar e consequentemente, na nossa felicidade.”

No blog ela conta mais sobre a pesquisa e as coisas que ela conheceu durante esse tempo que contribuíram para conhecer mais sobre a felicidade e de quebra se conhecer mais. E os cartazes de frases são uma graça! 🙂

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instagram.com/felicidade_eh

Achei interessante que ela quis entender o que para ela seria a felicidade e teve a coragem de correr atrás. Então que tal você aproveitar o novo ano para correr atrás da sua felicidade?

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instagram.com/felicidade_eh

Porque sim, meus caros, a felicidade é algo subjetivo e vocês terão que descobrir sozinhos e deduzir sozinhos também.

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instagram.com/felicidade_eh

Mas uma coisa nisso tudo é universal. A jornada em busca do que faz você feliz será incrível!

#EuCurti: @surfconnect

Uma das minhas resoluções para 2017 é aprender a surfar. Sim. Eu sempre tive uma relação de muito amor com a água e lembro que antes de ganhar meus 30 anos e ficar um pouco mais receosa com o mar, eu ficava tentando mergulhar quando era criança e admirava as pessoas que pegavam as ondas em Grumari, que era a praia que mais costumava ir na infância.

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instagram.com/surfconnect

Pesquisando por escolinhas de surf para começar a frequentar em janeiro, encontrei um perfil no Instagram bem legal, que já estou seguindo e me inspirando. O @surfconnect, de site de mesmo nome, traz sempre imagens e videos incríveis, captados de câmeras  nas praias cariocas da zona sul e zona oeste.

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instagram.com/surfconnect

Eles oferecem um serviço de informação dos melhores lugares e também as condições do tempo e do mar em tempo real. Achei a proposta bem interessante mas por enquanto fico só babando pelas manobras dos surfistas.

Quem quiser seguir é só acessar o perfil deles no Instagram, aqui.

#EuCurti: Share you ______

“Compartilha sua música. Compartilhe sua cidade. Compartilhe seu propósito. Compartilhe sua verdade”. Essas são as propostas da  websérie Share Your ____, uma parceria da cerveja Sol com o Festival Path (festival brasileiro focado em inovação e criatividade).

No começo de novembro foram lançados 5 episódios, com uma média de 5 minutos cada, onde o assunto central é economia criativa. As novas diretrizes da busca do emprego ideal, como a tecnologia e o empreendedorismo estão influenciando no modo de pensar e agir das pessoas e como o ativismo urbano está impactando nossa sociedade atual são alguns dos assuntos.

Os dois episódios que mais gostei foram Share Your City e Share You Purpose. Em Share Your City Alexis Anastesiou, da Visualfarm, e Renato Salles, da Chicken or Pasta,  falam do futuro do videomapping, um assunto que sempre achei interessante.

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imagem: youtube.com/sol

Através da tecnologia são criadas projeções incríveis em prédios e outras construções urbanas que parecem conversar com a cidade e trazer um novo olhar para ela. Especialmente se são expressões artísticas e ainda mais se as projeções acontecerem em locais abandonados ou em lugares que muitas vezes passam despercebidos. Você pode ver o vídeo clicando aqui.

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imagem: youtube.com./sol

Já no episódio Share Your Purpose, Eduardo Migliano, da 99jobs, faz um questionamento sobre carreira. “O que eu amo fazer?”. Ele convida as pessoas a refletir o que de fato elas curtem fazer e como isso vai gerar algum impacto no mundo. Você pode ver o vídeo clicando aqui.

A websérie é bem bacana. Vale a pena ver todos os episódios!

#EuVi: Escape e percebi a importância do plot twist. Inclusive para a vida.

Quem foi da minha geração se lembra de uma série de mini filmes dirigidos por grandes nomes do cinema como  Ang Lee, Guy Ritchie, Alejandro González Iñárritu, John Woo, Joe Carnahan para promover os carros da BMW.

Esses mini filmes em nenhum momento falavam “olha como é incrível o novo carro da BMW”. Eles faziam parte da narrativa, da história. Estavam lá com um propósito, que foi muito bem cumprido.

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foto encontrada em: b9.com.br

Inclusive esses mini filmes viraram cases de referência e ganharam muitos prêmios no Festival de Cannes mas isso não é o mais importante. O mais importante é que com uma boa história se cria também boas conexões da marca com seu público.

Mas também isso não é o caso, neste post. O que me chamou a atenção e me fez pensar foi o plot twist no final do último filme criado, depois de quase 15 anos, chamado Escape e protagonizado por Clive Owen e Dakota Fanning, para promover o  novo carro da BMW, o BMW 5 Series 2017. Vou deixar para vocês verem o filme e acompanhar até o final que não vou dar spoiler, rs.

A reflexão aqui vai muito além da análise do filme e a importância do storytelling no marketing. Minha observação será um pouco mais profunda. Bom, para quem não é muito familiar com o termo, plot twist é uma espécie de reviravolta na trama, quando algo acontece que você não estava esperando de jeito nenhum.

Em Escape teve um plot twist muito bom que me fez pensar. Sabe quando a gente acha que tudo é para acontecer de uma maneira? A gente se acostuma com o cotidiano e faz planos que são os esperados. Mas sabemos muito bem que o destino, ou o que você quer chamar, adora pregar uma peças.

Quando você menos espera algo acontece que tira você do seu norte. Você não estava esperando. E aí? É hora de encarar ou recuar? Bom, todas as nossas decisões mudam nossa vida, independente de você achar que é uma escolha “segura” ou não.

O que tenho aprendido nos últimos tempos é: um bom plot twist faz a trama ficar bem mais interessante. 😉

#EuVi: CodeGirl

A tecnologia já é algo natural na vida das crianças e adolescentes. É impressionante a desenvoltura que uma criança de 6, 5 anos ou até menos tem com um smartphone ou tablet em suas mãos. Mas mais que usar esses gadgets para se divertir tem muita gente jovem que está pensando além e usando seu conhecimento para melhorar o lugar onde vive.

E fico ainda mais feliz em saber que muitos desses jovens são meninas, determinadas a mostrar que a área de programação pode ser um ambiente democrático e não só predominantemente masculino.

No documentário CodeGirl, disponível no Netflix, a gente acompanha a saga de várias delas, que entre os estudos da escola, estão na disputa pelo campeonato mundial de programação chamado Technovation.

O objetivo do campeonato é premiar um grupo que crie um aplicativo inovador que ajude a sua comunidade. Na competição estão meninas de vários lugares do mundo: Estados Unidos, México, Moldávia (que faz fronteira com Ucrânia e Romênia), Nigéria e Brasil. Sim! Brasil!

Foto: codegirlmovie.com

As meninas brasileiras do time Portmund. Foto: codegirlmovie.com

Entre as ideias dos vários grupos estão um app pra conectar pessoas que estejam se sentindo sozinhas e deprimidas, um para impedir que pessoas não dirijam embriagadas, outro focado em encontrar ONGs que precisam de voluntários e o das meninas brasileiras, para evitar o desperdício de água.

Durante o filme a gente acompanha desde a concepção da ideia do app até seu desenvolvimento por completo, do design a programação.

Não vou estragar o final contando quem ganhou o prêmio mas todas essas meninas mereciam ganhar por sua dedicação e mais ainda, pela vontade de fazer acontecer apesar de todas as dificuldades, sejam elas tecnológicas ou sociais.

Vendo esse documentário lembrei logo do projeto Nave, do Oi Futuro em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura, que tive a oportunidade de conhecer há muito tempo atrás durante o evento Descolagem que trazia assuntos relacionados ao mundo digital (para saber sobre o que rolou nas edições é só ver meus posts antigos aqui).

O Nave traz para as escolas (aqui no Rio é no colégio estadual José Leite Lopes) cursos de tecnologia digital para os alunos do ensino médio. Além das aulas normais, eles têm a chance de cursar Programação de Jogos Digitais e Roteiros para Mídias Digitais e Multimídia. Para saber mais sobre o Nave, é só clica aqui.

O futuro já faz do nosso presente. 😉

#EuLi: A Moda Imita a Vida

Para quem trabalha com marketing, uma das grandes lições hoje em dia é que promover um produto é muito mais que criar um anúncio com um texto convincente e uma imagem impactante. Hoje, especialmente com a Internet e as mídias sociais fazendo parte do nosso dia a dia, é muito mais importante criar conexões, experiências e boas histórias que criem aquela vontade irresistível de compartilhar.

A frente do marketing da FARM, André Carvalhal sabe disso mais do que ninguém e resolveu compartilhar boas histórias e boas lições em seu livro A Moda Imita a Vida.

Imagem encontrada em ffw.com.br

Imagem encontrada em ffw.com.br

Em meio a quase 400 páginas, a gente acaba descobrindo que a tarefa de construir uma marca forte no mercado começa bem mesmo no comecinho, como se a marca fosse realmente uma pessoa que precisa se conhecer para conhecer pessoas que pensem como ela. Assim essa pessoa (marca) passa a trocar ideias com outras pessoas (público) e com a identificação mútua se tornam grandes amigas (consumidores/clientes), criando laços para, quem sabe, um boooooooom tempo.

Para isso você precisa descobrir a essência da sua marca, seu DNA, aquela característica que é única e que vai gerar uma afinidade e vontade do seu público-alvo de adquirir seus produtos e seu lifestyle.

Se você trabalha com branding, marketing e mídias sociais, recomendo muito ler este livro. Além da parte didática e das informações preciosas, você irá descobrir fatos muito interessantes tirados das entrevistas que o André fez com importantes nomes da moda como Oskar Metsavaht, Ronaldo Fraga, Isabela Capeto, Kátia Barros e Marcello Bastos.

Afinal, como André Carvalhal escreveu brilhantemente em seu livro: “pessoas não se apaixonam por estratégias, elas se apaixonam por histórias”.