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#EuVi: os vídeos de Steven Johnson

Um dos lugares onde você vai achar ideias interessantes para refletir e debater é sem dúvida o TED. Criado em 1984, a conferência, que reúne assuntos voltados a tecnologia, entretenimento e design (por isso, TED), cresceu tanto que atualmente há eventos espalhados pelo mundo, inclusive aqui no Brasil.

Steve Johnson foi uma das várias pessoas convidadas que já passaram por lá durante esse tempo e achei interessante suas apresentações. Autor de vários livros ligados a ciência e tecnologia, Steven é também editor-colaborador da revista Wired e colunista The New York Times, The Wall Street Journal, The Financial Times.

Recentemente vi um vídeo onde ele fala sobre um aspecto que acredito que seja desconhecido para muitos: que nem sempre a necessidade é a razão principal para a criação de grandes invenções.

steve-johnson

Durante mais de 7 minutos de vídeo, Steven apresentou um panorama interessante de que muita das invenções tecnológicas, como o computador, foram inspiradas em situações de puro entretenimento.

Foi aí que parei para pensar que muitas das ideias vêm mesmo no ócio ou quando a gente vê o problema sob um novo aspecto.  Steven Johnson fala em outro vídeo, chamado De Onde Vem As Boas Ideias, que aquele momento “Eureka” não surge do nada. Ele acredita na chamada rede líquida e principalmente que é através do compartilhamento de ideias entre indivíduos fica mais  fácil de achar uma solução.

Aliás, De Onde Vem As Boas Ideias é um dos livros dele que está na minha lista. Quando eu terminar de ler falo para vocês. 😉

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Próximo Descolagem neste sábado!

Para quem acompanha este blog sabe que eu sou fã de carteirinha deste evento. Idealizado pelo jornalista Beto Largman, do blog Feira Moderna, o Descolagem tem como objetivo debater as novas tecnologias e o seu impacto na vida cotidiana.

O evento é realizado, desde sua 1ª edição no NAVE (Núcleo Avançado de Educação), que fica na zona norte do Rio de Janeiro e é uma escola pública, que também oferece aos alunos cursos de programação de games, geração de multimídia para a TV digital e roteiros interativos.

O tema desta edição é A Novas Conexões do Saber. Um dos convidados para palestrar sobre o assunto é Henry Jenkins, professor de comunicação, jornalismo e artes cinematográficas na Universidade do Sul da Califórnia. Já escreveu mais de 10 livros entre eles o sensacional Cultura da Convergência. Aliás foi ele que propagou a expressão Transmedia Storytelling (Narrativa Transmídia), que é a capacidade de se contrar uma história aproveitando o melhor de diferentes mídias.

Também teremos a presença Zach Lieberman, eleito uma das 100 pessoas mais criativas do mundo pela revista Fast Company e professor da prestigiada Parsons School of Design; Daito Manabe, especialista em programação e que já liderou diversas pesquisas no Japão e no exterior e Rafael Parente, subsecretário de novas tecnologias educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, responsável pela criação do Rioeduca.net .

Para quem pensa que acabou, no dia seguinte haverão workshops sobre Social Games, Game Design, Transmedia Storytelling, Motin Design, Aplicativos móveis para smartphones e video games, Mashups e Mídias Sociais (com a Patricia Moura, a.k.a. Miss Moura que diga-se de passagem é expert no assunto, :))

E o melhor de tudo? É grátis!

Quem quiser se inscrever é só acessar o Facebook ou o Twitter do Descolagem.

Nos vemos lá!

PS: As quatro edições anteriores que fui ganharam posts aqui no Palavras aos Pixels. Para ler, clique aqui.

Nós Digitais – Cibercultura

Ontem foi a última edição do Nós Digitais. Com o tema Cibercultura: mobilidade, redes, entretenimento e futuros possíveis, o evento organizado pelo PanMedia Lab, da ESPM RJ, e a Globo Universidade trouxe Raquel Recuero, pesquisadora e doutora em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; André Lemos, engenheiro e mestre em Política de Ciência e Tecnologia pela COPPE/UFRJ e Cristiano Max, publicitário e pesquisador na área de jogos digitais.

Sob a mediação de Vinícius André Pereira, diretor do PanMedia Lab, e Fausto Fawcett, foi feita uma dinâmica bem diferente do esquema palestra/perguntas da pláteia. Eles usaram um telão com vários vídeos relacionados ao assunto e as pessoas escolhiam um. Ao escolher, o vídeo era apresentado e os convidados falavam a respeito dele. Achei bem legal esse mecanismo. 🙂

Vou falar de 4 vídeos escolhidos porque foram mais de 10.

O Mini Cooper Get Away Stockholm foi uma ação publicitária que misturava geolocalização/corrida ao tesouro/salve-se quem puder. Pelo iPhone a pessoa baixava um aplicativo para encontrar o mini cooper virtual nas ruas. Se achasse, teria que tirar uma foto a 50 metros e não deixar que ninguém chegasse a 50 metros de você senão seu carro seria “roubado”.

André Lemos falou que isso é mais um exemplo de que os games estão saindo dos consoles. Ele tinha falado anteriormente que hoje parecemos querer voltar a sentir as coisas, usar nosso corpo para responder à tecnologia. Para ele, a geolocalização mostra mais um vez a necessidade de querer usar o corpo.

Cristiano Max comentou que a publicidade passou por sérias transformações. Seja na legislação, na linguagem ou no comportamento do consumidor. Uma dessas novas características é o uso do lúdico e do sistema de recompensas, que são algumas das bases dos jogos eletrônicos.

Raquel Recuero se pergunta quais estratégias de competição deverão ser criadas a partir de agora. A experiência enquanto jogo só vai ser útil quando todos tiverem vontade de participar verdadeiramente. Tem que jogar junto para fazer valer.

Esse vídeo tem mais de 2 anos fala sobre o poder das redes sociais na internet usando uma história de uma cidade que faz sorvete.

Raquel fala que mídia social é um termo para explicar o que antes era o boca a boca, agora passa atingir milhões de pessoas rapidamente pela web. Ela disse que as pessoas não estão on line porque querem o bem comum, como mostra a cidade do sorvete toda em harmonia. Eles têm desejos particulares e deu como exemplo quem posta seus vídeos na internet. Elas fazem porque querem visualizações. Querem influenciar, se tornar relevantes.

André diz que a circulação livre de obras, que acontece muito na internet, é fundamental. A cibercultura é uma reconfiguração da cultura em relação ao monopólio de massa onde somente um pequeno grupo podia produzir e divulgar alguma coisa.

André afirma que a invenção das microinformáticas, internet e games permite que uma pessoa não precise do conhecimento de um engenheiro para desenvolver seu material para a mídia digital. A cibercultura é jovem, curiosa e quer saber como funciona as coisas e mostrá-las para todo mundo (com seu ponto de vista, é claro). Não dá para compreender a cultura hoje sem olhar para os adolescentes. Lembrou que sua filha cria muito mais do que ele criava em sua idade.

O que ele tem preocupação é no que esses indíviduos da geração y, millenials, ou o que quiser chamar, vão se tornar. A única coisa que ele quer é que eles não sejam reféns dos artefatos.

Não era bem esse vídeo mas era um dos já produzidos pelo Joe Penna, brasileiro que mora nos EUA e virou fenômeno no YouTube com suas apresentações usando o codinome MysteryGuitarMan.

Raquel diz que isso é resultado da cultura da visibilidade em que vivemos. A busca de ser conhecido e reconhecido da noite para o dia acontece principalmente agora que qualquer um reproduz um vídeo, foto, tem um blog e se torna a celebridade da internet.

São tantas as mudanças que a internet trouxe para nossas vidas que um evento de Nós Digitais não foi suficiente. Eles realizaram 6 edições e ainda falta muita coisa a ser discutida. Quem sabe no ano que vem eles continuam com o projeto (eu bem que gostaria…). Mas graças ao world wide web podemos continuar a conversa por aqui, pelo Twitter, Facebook, MSN, Orkut…

Efeitos da cibercultura.

Profissionalizando seu blog

Ontem foi o último dia do YouPix, evento organizado por Bia Granja (editora do site MyPix) e que se tornou, como está escrito no site, o  maior festival de cultura de internet do Brasil.

Durante os três dias de edição, o YouPix reuniu no Museu da Imagem e do Som de São Paulo as figuras mais conhecidas e relevantes da web brasileira (e internacional também com a presença do David, aquele que foi ao dentista, lembra?) para discutir sobre a cultura digital.

Eu não pude estar lá mas acompanhei uma das discussões sobre profissionalização dos blogs. No debate estavam Carlos Merigo, do Brainstorm #9; Edney Souza, o Interney; Alexandre Ottoni e Deive Pazos, do Jovem Nerd; Antonio Tabet, do Kibeloco e Rafael Losso, ex-vj Rafa e atual coordenador de conteúdo do portal da MTV.

Eles bateram um papo e contaram como seus blogs viraram fonte de renda. Carlos Merigo contou que percebeu que o Brainstorm#9 tinha virado seu trabalho quando consegui pagar o aluguel de casa através dele. Alexandre Ottoni lembrou que foi a parceria que teve com o IG que fez ele e Deive decidirem se dedicar ao site full time. A partir daí eles se reuniram e analisaram se o tempo gasto no site iria dar um bom retorno financeiro e decidiram seguir em frente.

Já com Antonio não quis que o Kibeloco fosse criado para ganhar dinheiro a princípio mas quando viu o investimento em publicidade para sites, na época que trabalhava em uma agência de publicidade, resolveu apostar e viver do blog.

Edney Souza transformou seu site em blog no começo de 2000 quando quase ninguém no Brasil ainda conhecia a ferramenta. Ele criou um post explicando como ter seu próprio blog e como ele funciona e as visitas aumentaram bastante. Colocou uma hospedagem no site/blog e começou a investir em publicidade e quando estava dando um retorno financeiro satisfatório, saiu de seu trabalho.

Da esquerda para a direita: Deive Pazos, Alexandre Ottoni, Edney Souza, Carlos Merigo, Rafael Losso e Antonio Tabet. Desculpe a baixa qualidade mas é um print do live streaming do evento.

Da esquerda para a direita: Deive Pazos, Alexandre Ottoni, Edney Souza, Carlos Merigo, Rafael Losso e Antonio Tabet. Desculpe a baixa qualidade mas é um print do live streaming do evento.

Fez uma parceria com Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece, para juntos criarem um portal na internet só de blogs mas, ao longo do tempo, percebeu que a maioria dos blogueiros não conhecia muito sobre design, programação e negócios. Então criou o Blog Content, um portal também para blogs onde sua agência Pólvora! vai cuidar de layout, TI e da parte administrativa, cabendo aos blogueiros somente o conteúdo. O portal pretende ser lançado, se possível, ainda esse ano.

O segredo de um blog ter sucesso na opinião unânime de todos, é exatamente o conteúdo. Ottoni até exemplificou falando que já viu site com publicidade forte, investimento e plano de negócios mas que não deu certo. Para ele, tem que apostar mais em ideias. O melhor plano é fazer o melhor conteúdo possível. Pazos complementou dizendo que não é só a publicidade que paga as contas. O site do JovemNerd tem também sua loja virtual onde vendem camisas, canecas e outras coisas com temáticas do mundo nerd e também no que é dito no podcast do site, que é também uma importante fonte da dupla.

Pazos alertou que quando você não atualiza seus posts, as pessoas reclamam. Por isso que Rafael disse muito bem que para ter sucesso é preciso também buscar o relacionamento com quem lê seu blog ou site.

Em relação ao post patrocinado, Merigo comentou que é preciso ter respeito com os leitores e ser transparente. Quando alguma empresa o procura para falar de algum produto ou evento, ele deixa bem claro que o post é patrocinado e o coloca em formato mesmo de publicidade. Com isso ele nunca recebeu reclamação nenhuma.

Rafael acrescentou que SEO dá resultado também mas o Edney argumentou que primeiro tem que investir em conteúdo para que o link daquele post seja repassado.

O recado final que todos deixaram é que para viver de blog você tem que se dedicar muito a ele. Então você tem que gostar pra caramba do que está fazendo. Isso é fundamental.

Brasil Game Show e o lançamento de Michael Jackson The Experience

Hoje teve início no Rio de Janeiro, o Brasil Game Show. A maior feira de games da América Latina trará até domingo lançamentos, novidades, exposições e palestras sobre, claro, o mundo dos games.

São vários stands, incluindo da Sony, Blizzard Entertainment, Warner Bros, EA Games, Playstation entre outros, para que seus fãs possam jogar.

Além da parte divertida, o evento também focou na área profissional dos games com palestras sobre o mercado dos jogos on line e o desenvolvimento de games.

Mas o ponto alto foi o lançamento do jogo Michael Jackson The Experience. O jogo para Wii, que vem para o Brasil em dezembro, leva o público a imitar os famosos passos de dança do rei do pop, incluindo as coreografias de Thriller, Billie Jean e Beat It. É só usar o controle e ir acompanhando o cantor. Para a pré-estreia brasileira teve até um sósia.

Outra coisa bem legal foi o “museu” que eles montaram mostrando os primeiros videos games criados até os que vemos nos dias de hoje .

Se ficou com vontade, a feira como disse vai até domingo. Mas prepare-se, porque você vai enfrentar muita fila. 🙂

FILE 2010

Adivinha? Sim! Mais um evento. Dessa vez fui ao 11º FILE, festival internacional de linguagem eletrônica, que vai até o dia 7 de novembro no Oi Futuro do Flamengo e Ipanema/RJ.

O festival mostra obras de artistas que usam o mundo digital para suas performances artísticas. A abertura do evento contou com palestras e workshops. Eu assistir às palestras, que por sinal foram bem legais.

A primeira pessoa a se apresentar foi a arquiteta Raquel Kogan que falou sobre seu projeto, intitulado Reler. Ela, junto com um equipe de programadores, designers e outras pessoas convidadas, criou uma estante com 50 livros. Ao abrir um deles, você escuta trechos de obras literárias em som ambiente.

Quanto mais livros abertos mais trechos serão repetidos e as palavras começam a se misturar e ganhar uma melodia própria. Os livros são feitos de caixas de madeiras, com 4 baterias regarregáveis, um alto falante e LED. Dentro dele há um chip que leva até um programa de computador qual livro foi aberto para reproduzir o trecho correspondente.

Em seguida foi a vez de Leo Nuñez, que veio da Argentina para se apresentar no FILE 2010. Nuñez estudou engenharia em sistemas de informação, desenho e arte eletrônica. Hoje dá aula em universidades sobre eletrônica e multimídia. Ele mostrou alguns de seus trabalhos que fazem da mídia eletrônica uma ferramenta artística.

Um destes trabalhos, chamado Fluidos, usa o sistema de maping para dar a impressão que a projeção da imagem da pintura parecesse o curso de um rio entre as peças eletrônicas.

Sua peça exposta no Oi Futuro, é o Game of Life, que através de sensores faz com as luzes do painel respondam ao movimento dos visitantes. Tinha muita gente grande voltando a ser criança, balançando os braços para lá e para cá e rindo com a resposta que a peça dava.

O próximo foi Guto Nóbrega, doutor em filosofia pela Escola de Artes e Mídia da Universidade de Plymouth/UK e mestre em Comunicação e Tecnologia da Imagem pela Escola de Comunicação da UFRJ.

Nóbrega falou sobre Vilém Flusser, filósfo tcheco, que sugere o experimentalismo como ação emancipadora nos processos de intervenção com a máquina, “injetar expressões humanas no aparelho”.

Flusser usou a câmera fotográfica como modelo pois ele reconheceu a mesma como o mais simples de todos os aparelhos. De acordo com a palestra de Nóbrega, seriam caixas que brincam de pensar.

Ainda seguindo as palavras da apresentação de Nóbrega, para Flusser a principal função do fotógrafo é a de jogar contra o aparelho de forma a esgotar as virtualidades contidas em seu programa. Nóbrega trabalha com algumas das ideias de Flusser para validar a questão relacionada à tecnlogia, informação e arte. Para ele, interatividade não vem de funcionalidades eletrônicas em sim de ligações afetivas.

Em seu projeto Breathing (que também está na mostra do Oi Futuro), Nóbrega montou um aparelho, com um planta que responde à luz, movimentos e respiração.

Ele fecha dizendo, “A obra é, em si, este organismo que emerge do diálogo estabelecido pelo jogo de regras, que tem como base agora o artista/objeto de arte/observador”.

Para finalizar o ciclo de palestras, Jorge Crowe, artista argentino, falou sobre suas  oficinas,onde as crianças podem brincar de ser Gepeto, criando seus próprios brinquedos com peças avulsas. Ele comenta sobre o personagem Sid, do Toy Story 1, que troca partes do corpo dos brinquedos. Para Crowe, este menino poderia ser um hacker, por querer descobrir novas formas e tentar entender como funcionam as coisas.

Em suas oficinas, Crowe segue essa ideia de mostrar para as crianças novas possibilidades, remontando brinquedos e dando para elas funções até então desconhecidas.

Que estiver no Rio, não deixe de ir ao FILE. A entrada é gratuita.

Neuromarketing

Sim, caros leitores deste blog. Fui a mais um evento. Daqui a pouco o Palavras aos Pixels será só com temas de palestras, rs. Mas o que posso fazer se trabalho com internet e estou sempre descobrindo um eventinho ali e outro acolá? 🙂

Pois bem. O assunto desta vez é Neuromarketing, debatido por Billy Nascimento, sócio diretor da Forebrain Neurotecnologia, para mais edição do Encontro com Profissionais da ESPM.

Neuromarketing seria o uso de ferramentas, obtidas através de estudos científicos, que possam entender melhor o comportamento do consumidor.

Billy explicou que umas das primeiras revoluções que mudou o modo ver os outros e a nós mesmos foi a Revolução Industrial. Isso porque (lembrando agora das aulas de Psicologia) a construção das metrópoles e suas inúmeras luzes, transportes, cinema e vitrines das lojas começam a estimular o inconsciente do homem.

Depois veio a Revolução da Tecnologia da Informação e hoje vivemos a Revolução da Neurotecnologia que faz com que a gente passe a tentar entender e desvendar os mistérios do funcionamento do cérebro.

Aristóteles achava que o cérebro funcionava como um radiador para esfriar o temperamento do corpo. Hoje sabemos que cada parte do cérebro é responsável por uma atividade, seja ela motora, da linguagem, visão, etc. Atualmente a neurociência vai além de questões ligadas à saúde e visita outras áreas como ergonomia, arquitertura e o marketing.

Billy citou seu trabalho para o Ministério da Saúde em relação a campanha de prevenção do uso do cigarro. Como fazer com que as pessoas não experimentem ou parem de fumar? Através da neurociência foi realizado um estudo do sistema motivacional apetitivo (que corresponde a parte que você sacia uma vontade ou desejo) e defensivo (que faz você se afastar de qualquer ameaça).

O projeto então pesquisou imagens que gerassem o comportamento motivacional defensivo. Com entrevistas em grupo, as pessoas responderam defensivamente à imagens relacionadas a infarto, horror (exemplo mostrado foi a pele da moça totalmente danificada pelo uso do cigarro), fumaça tóxica, gangrena, sofrimento, impotência sexual, etc.

Escolha de imagens para o fundo dos maços de cigarro com a ajuda da neurociência

Escolha de imagens para o fundo dos maços de cigarro com a ajuda da neurociência

Um outro exemplo mostrado por Billy foi o filme Pop Skull que fez análises com pessoas através do escaneamento de seus cérebros, em particular a região próxima a amigdala que produz a sensação de medo. A partir daí foram estudadas as cenas que causariam maior impacto no público.

Quem diria que o emocional e o racional andariam lado a lado, hein?